Uniqueijo
Como se transforma uma ilha em queijo?
Comece pelo leite produzido nas pastagens de São Jorge.
Junte os produtores, as suas famílias e mais de 4000 vacas leiteiras na ilha.
Leve-o até à Uniqueijo, onde são laborados mais de 12 milhões de litros de leite por ano.
Acrescente uma equipa de mais de 100 colaboradores e misture tecnologia, experiência e muitas mãos.
Deixe o saber-fazer atuar em cada etapa da produção.
Depois, acrescente um ingrediente indispensável: tempo. O suficiente para que cada queijo cure e desenvolva o seu caráter.
O resultado, só nesta fábrica? Mais de 100 mil queijos São Jorge por ano.
Uma receita à escala industrial que continua profundamente humana.
12 milhões de litros de leite. E ainda muitas mãos.
Tudo começa com o leite. É o primeiro ingrediente do Queijo São Jorge e é aí que começa também a sua qualidade. O leite traz consigo as características da ilha: as pastagens, o clima, o território e a forma como os animais são criados.
O cuidado começa ainda antes da chegada à fábrica, nas explorações e junto dos animais. Hoje, as explorações dos produtores que fornecem as três cooperativas da ilha são certificadas em bem-estar animal, refletindo uma preocupação partilhada em toda a produção leiteira de São Jorge.
"Acreditamos que há uma história que não se consegue contar através de uma embalagem. Quando compramos um queijo, não vemos o produtor que fez a ordenha, não vemos o cuidado dedicado aos animais, o trabalho desenvolvido na exploração, nem todo o percurso que o leite faz até chegar à fábrica."
Depois, o leite entra na Uniqueijo. A escala muda com mais de 100 mil queijos produzidos (46% da produção de Queijo São Jorge). Mas há algo que a escala e a tecnologia não substituíram: as pessoas.
Na receção, o leite é submetido a controlos rigorosos. No secador, cada peça é virada diariamente. Os queijos são raspados individualmente após a cura, quando seguem para a expedição. No corte e na escolha, são observados e avaliados pelos colaboradores. E, no embalamento, novamente manuseados e preparados para seguirem até ao consumidor.
Uma experiência que envolve todos os sentidos
Entrar na Uniqueijo é passar da história do queijo à sua realidade. Primeiro, há o cheiro característico de uma fábrica de queijo. Depois, os sons da produção, o movimento das máquinas e das equipas, e os gestos que acompanham as diferentes etapas do fabrico.
Há também aquilo que se vê e a escala surpreende. Nas câmaras de cura, podem estar reunidos mais de 20.000 queijos num único espaço. Uma imagem difícil de imaginar antes de entrar na fábrica e que permite perceber, de forma muito concreta, a dimensão da produção.
E, no final, chega o sabor. A visita termina com uma degustação de três curas de Queijo São Jorge. Depois de conhecer a origem do leite, observar a produção e perceber o trabalho que existe por detrás de cada peça, provar o queijo já não é exatamente a mesma coisa.
Meet the makers : Mais de 100 pessoas por detrás do queijo e os Antónios
Na Uniqueijo, os makers são uma equipa de mais de 100 colaboradores, presentes nas diferentes etapas que transformam o leite em Queijo São Jorge.
Entre elas, dois Antónios contam-nos a sua ligação ao Queijo São Jorge e à ilha :
António Aguiar · Presidente da Uniqueijo : Uma vida ligada ao setor cooperativo e ao Queijo São Jorge
"A minha ligação ao setor cooperativo começou muito cedo, na Finisterra, onde tive as primeiras experiências neste mundo que viria a marcar profundamente o meu percurso profissional.
Mais tarde, abracei o projeto da União de Cooperativas e, desde então, tenho procurado contribuir para o desenvolvimento da Uniqueijo e para a valorização do Queijo São Jorge enquanto produto que pertence a toda a ilha.
Uma das conquistas que mais me orgulha é termos conseguido que as explorações leiteiras que fornecem as três cooperativas da ilha estejam certificadas em bem-estar animal. Para mim, é o reconhecimento de que a qualidade do Queijo São Jorge começa na origem, no cuidado com os animais e no trabalho diário dos nossos produtores.
É também essa realidade que queremos mostrar a quem visita a Uniqueijo: as pessoas, o conhecimento e toda a cadeia que está por detrás de cada queijo. Quando defendemos o Queijo São Jorge, estamos também a defender o futuro de São Jorge."
António Azevedo · Gestor : Conhecer, valorizar e levar mais longe o Queijo São Jorge
"Sempre acreditei que promover o Queijo São Jorge é contar a história de São Jorge. Podemos chegar a novos mercados e encontrar novas formas de comunicar, mas há algo que não podemos perder: a essência de um queijo que nasceu em São Jorge e que leva consigo o nome e a identidade da nossa ilha.
Ao longo dos anos, a minha ligação ao Queijo São Jorge tem passado por diferentes dimensões: da produção à fábrica, da certificação à comercialização e da promoção ao consumidor.
Uma parte importante desse percurso está ligada à comercialização, nomeadamente através da Lactaçores. Mas acredito que, para saber vender e promover um produto, é, antes de mais, preciso conhecê-lo profundamente.
Foi também com essa convicção que procurei dinamizar a Confraria do Queijo São Jorge, da qual tenho a honra de ser Presidente, assumindo o compromisso de promover, defender e divulgar este património da nossa ilha."
O que vai descobrir
- O processo de transformação do leite em Queijo São Jorge
- As diferentes etapas de fabrico, cura, corte e seleção
- As câmaras de cura, onde podem estar reunidos mais de 20 000 queijos
- A ligação entre o queijo, as pastagens e a ilha de São Jorge
- O papel dos produtores de leite e da cooperativa
- Uma prova de três curas diferentes no final da visita
Tudo o que precisa de saber.
Reserva: preferencial. As visitas sem reserva estão sujeitas à disponibilidade no momento e não podem ser garantidas.
Aproveite para descobrir a região.
Depois da visita, continue a explorar São Jorge, uma ilha marcada pelas fajãs, falésias e pastagens verdes que fazem parte da paisagem do Queijo São Jorge.
Descubra a Fajã da Caldeira de Santo Cristo, conhecida pela sua lagoa e pelas amêijoas, ou siga até à Fajã do Ouvidor, onde se encontra a Poça Simão Dias, classificada como Monumento Natural de Interesse Municipal. Percorra os trilhos que ligam algumas das fajãs e descubra as piscinas naturais da ilha.
E continue a explorar São Jorge através dos sabores: prove as tradicionais Espécies de São Jorge, descubra o café cultivado na Fajã dos Vimes e, se tiver oportunidade, experimente as amêijoas da Fajã da Caldeira de Santo Cristo.
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